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A APCV entende que foram prematuras as recentes alterações à Lei do Álcool na medida em que o anterior Decreto-Lei se encontrava em vigor há apenas dois anos. O estudo de avaliação da Lei divulgado pelo SICAD não prova que a mesma estava certa ou errada mas sim, que não era cumprida nem fiscalizada. Este tem sido um problema de todas as Leis de Álcool publicadas desde 2002 o que vem demonstrar que a mudança de comportamentos não se promove por legislações proibicionistas. A APCV considerou ainda que, independentemente da idade mínima legal ser 16 ou 18 anos para a cerveja e vinho, continua a fazer todo o sentido a diferenciação entre tipo de bebidas alcoólicas. Não é uma questão de existir álcool bom ou álcool mau, pois não existe. Mas existem bebidas com graus alcoólicos completamente diferenciados. Não é indiferente um jovem adulto iniciar-se através do consumo de uma cerveja com quatro ou cinco graus de álcool ou começar por ingerir bebidas de forte conteúdo alcoólico. A APCV defende um maior investimento em campanhas informativas, estratégias preventivas e de redução de riscos e minimização de danos em determinados contextos, e um sério investimento educativo na responsabilização de todos os atores. Esta posição vai ao encontro de uma resolução recentemente aprovada pelo Parlamento Europeu, que distingue claramente consumo abusivo de consumo responsável e que afirma que o consumo moderado de álcool por adultos saudáveis é compatível com um estilo de vida equilibrado.